
Sonhei-te nas minhas vigílias, adormeci nos teus sonhos, partilhei a tua alcova...
Construí, um a um, os pedaços do teu corpo. Devorei-o de rubros beijos, mordi-o de desesperos. Vivi nele. Naveguei nas tuas águas, descobrindo teus segredos. Os braços do nosso rio serão volvidos num só. Serás única amante, esposa, mãe dos meus filhos. A liquidez dos teus olhos é a água em que me banho, o perfume que exalas o sustento do meu peito... Somos o casal perfeito, o par mais invejado. Aos poucos, e já cansados do caminho percorrido, havemos de nos sentar, dar as mãos e, embranquecidos de tempo, olhar o céu e imaginar o que nos espera. Tudo parece tão perfeito e a harmonia tão completa que só me resta pensar, no meio deste esplendor: ah, se tu fosses, querida, o meu amor!
Construí, um a um, os pedaços do teu corpo. Devorei-o de rubros beijos, mordi-o de desesperos. Vivi nele. Naveguei nas tuas águas, descobrindo teus segredos. Os braços do nosso rio serão volvidos num só. Serás única amante, esposa, mãe dos meus filhos. A liquidez dos teus olhos é a água em que me banho, o perfume que exalas o sustento do meu peito... Somos o casal perfeito, o par mais invejado. Aos poucos, e já cansados do caminho percorrido, havemos de nos sentar, dar as mãos e, embranquecidos de tempo, olhar o céu e imaginar o que nos espera. Tudo parece tão perfeito e a harmonia tão completa que só me resta pensar, no meio deste esplendor: ah, se tu fosses, querida, o meu amor!
M.A. 1999











