quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal é quando um homem BEBER!


Cá estamos nós natal época em que somos todos obrigados a amar o próximo, tenha ele
(o próximo!) a idade e o sexo que tiver!
"Porreiro, pá!" - como diria o nosso primeiro
(salvo seja!).

M.A. 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Escorregar no molhado...

"Manifesto Anti-Dantas"



Basta PUM Basta!!!
Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos!
É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!~
Abaixo a geração!Morra o Dantas, morra! PIM!
Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!O Dantas é meio cigano!
O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias para cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!
O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas!
O Dantas é um habilidoso!
O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas especula e inocula os concubinos!
O Dantas é Dantas!
O Dantas é Júlio!Morra o Dantas, morra! PIM!
O Dantas fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!E o Dantas teve claque!
E o Dantas teve palmas!
E o Dantas agradeceu!
O Dantas é um ciganão!
Não é preciso ir pró Rossio para se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Não é preciso disfarçar-se para se ser salteador, basta escrever como o Dantas!
Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos!
Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões!
Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos!
Basta ser Judas!
Basta ser Dantas!
Morra o Dantas, morra! PIM!´
O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
O Dantas é um autómato que deita para fora o que a gente já sabe o que vai sair...
Mas é preciso deitar dinheiro!
O Dantas é um soneto dele próprio!
O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.
O Dantas nu é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!
Morra o Dantas, morra! PIM!
O Dantas é o escárnio da consciência!
Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!
O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa!
O Dantas é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Dantas!
E ainda há quem duvide que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!
(...)

Almada Negreiros - poeta de ORPHEU, futurista e tudo! 1915

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

True colors...


(...)

And I'll see your true colorsShining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Cindy Lauper

domingo, 7 de dezembro de 2008

Apesar de não ser marxista, estas frases vão bem com o meu tom de pele...



Messias, Deus, chefes supremos,
nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
a terra-mãe livre e comum!

O Paraíso era um jardim!


Fazer jardinagem é relaxante.

NUNCA faça!

Rohan Candappa, O Pequeno Livro do Stress

Meditação do dia



Bem-aventurados os pobres de espírito,
porque deles é o reino do Céu!
1. Os pobres de espírito são os parvinhos, certo?
2. Simbolicamente, o Céu será uma coisa boa, certo?
3. Somente os parvos merecem coisas boas, certo?
4. Então, eu não quero morrer e ficar rodeado só de parvos, certo?
5. Se eu tivesse a infelicidade de ir para o Céu, era sinal que era parvo, certo?
Concluindo - Esta frase de Jesus Cristo não é uma esperança, é uma AMEAÇA!
M.A. 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Attendez que ma joie revienne...



Attendez que ma joie revienne
Et que se meure le souvenir
De cet amour de tant de peine
Qui n'en finit pas de mourir.
Avant de me dire je t'aime,
Avant que je puisse vous le dire,
Attendez que ma joie revienne,
Qu'au matin je puisse sourir.
Laissez-moi. Le chagrin m'emporte
Et je vogue sur mon délire.
Laissez-moi. Ouvrez cette porte.
Laissez-moi. Je vais revenir.(...)Barbara

domingo, 23 de novembro de 2008

Tomatada e não só...



O que é que um tomate diz para o outro?
-Tomatas-me
Qual é a única comida que liga e desliga?
O Strog-On-Off.
O que é que um tubarão diz para o outro?
-Tubaralhas-me

O que é que uma impressora diz para a outra?
-Essa folha é tua ou é impressão minha?


Como é que duas enzimas fazem amor?
Uma enzima da outra.
Diz a massa para o queijo:
-Que maçada!
Responde o queijo:
-E eu ralado!
Quando é que os americanos comeram carne pela primeira vez?
Foi quando lá chegou o Cristovõo co-lombo .

No hospital, pergunta o médico: - O senhor é o dador de sangue?
- Não, eu sou o da dor de cabeça!

domingo, 9 de novembro de 2008

Adeus...


(...)
Na minha vida tive beijos e empurrões
Esqueci a fome num banquete de ilusões
Não entendi a maior parte dos amores
Só percebi que alguns deixaram muitas dores
Fiz as cantigas que afinal ninguém ouviu
E o meu futuro foi aquilo que se viu
[refrão]Adeus tristeza, até depois
Chamo-te triste por sentir que entre os dois
Não há mais nada pra fazer ou conversar
Chegou a hora de acabar


Letra e música de Fernando Tordo
*rever Verdades Cantadas

domingo, 19 de outubro de 2008

Striptease TOTAL!

Um homem não aguenta tanta....nudez.....(?)

Era uma vez várias vezes (23)

O sol derramava sobre as montanhas uma calda ardente e alaranjada, as nuvens fugiam velozmente para o horizonte, os campos cobriam-se de colorida flora… Chegara o verão.
Lavou a cara, enfiou umas calças, segurando-as com um pedaço de corda e pegou no saquito de pano remendado que a avó lhe dera antes de morrer (tinha sido do avô!). Bateu a porta de madeira da sua cabana de madeira e deixou-se inundar de ouro e felicidade. Correu a soltar as cabras (ansiosas, como sempre!) e pegou no cajado que fizera com a sua faca de mato, também dada pela avó (e que também fora do avô!).
Os campos estendiam-se à sua frente, a perder de vista… Conduziu as cabras para que se dirigissem para o abundante pasto que ficava na encosta nascente do monte. As cabritas mais novas saltavam alegremente, como que adivinhando o repasto que as esperava. Uma delas, a mais pequenita tropeçava a cada passo nas próprias pernas. João Pastor, como era conhecido, pegou-lhe ao colo e afagou-a ternamente. O amor, para ele, só o conhecia pela avó, que lhe dedicara todos as horas da sua vida, e pelas companheiras de todos os dias.
A mãe era uma vaga figura adorada que nunca conhecera (morrera no seu parto!), mas que reconhecia nas histórias da avó, contadas ao luar, nas noites de verão, em que a cabana escaldava, após um dia de exposição solar. Nas escuras noites de inverno, deitavam-se cedo, o frio apertava (só na cama é que se estava bem!), e havia que poupar as velas!
O pai era uma ausência, tanto na sua vida, como nos relatos da avó. Assim, imaginava uma fabulosa personagem que corria mundo, defendendo os fracos e lutando pela justiça. Um perfeito cavaleiro andante!
Apertou um pouco mais a cabrita e beijou-lhe o focinhito, como quem está bem com o mundo e cheio de amor para dar. Parecia-lhe impossível que houvesse outra vida, com prédios e automóveis, pessoas que nem se olhavam e procuravam, só para si, um lugar melhor, uma situação mais confortável. Uma vez, no café da aldeia, a avó até vira, na televisão, gente que se matava por razões que desconheciam… Não, certamente, esse não era o seu mundo!
Finalmente, chegara ao fabuloso pasto. Sentou-se e desembrulhou um resto de pão e um naco de chouriço que tinham sobrado do dia anterior, souberam--lhe que nem ginjas! A cabrita, parecendo lembrar-se de repente que eram horas de comer, correu para a mãe, procurou uma teta e mamou desenfreadamente.
João cheirou o ar em volta, apalpou a erva húmida e estendeu-se de barriga para baixo, como se quisesse abraçar aquele chão, aquela terra que tanto amava. Falou com a avó, contou-lhe como era feliz e como adorava a liberdade que ela lhe ensinara a amar. Pediu-lhe que o acompanhasse sempre e terminou, beijando o ar, como se da avó se tratasse. Sorriu e procurou o velho bode que tanto o ajudava. Ah, sim, lá estava ele! Fez-lhe uma festa na cabeça entre os retorcidos chifres. O bode berrou, satisfeito, o que provocou uma gargalhada do nosso pastorzinho.
Fez uma sesta, durante a tarde, acordou bem disposto. O tempo passou-se numa preguiça e numa verdadeira vontade de viver aquela vida.
Sentindo o sol mais morno, apenas tépido, resolveu regressar a casa. Assobiou ao bode, chamou a cabrinha e começaram a caminhada de regresso.
O sol ia caindo, o horizonte tomou os tons de um vermelho arroxeado. Por fim, a noite lançou o seu negro manto sobre os montes.
O nosso pastorzinho, indiferente ao morrer do dia, mas confiante no seu passo, embrenhou-se mais e mais nas trevas da noite e na escuridão que sempre habitara os seus olhos…

M.A. 2001
Foto Deyvis Malta

sábado, 11 de outubro de 2008

Com tradução é OUTRA coisa...

Veja as diferenças...


Dizem os americanos :
We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash.
Respondem os portugueses:
We have José Sócrates, No Wonder, No Hope, and No Cash.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Problema de expressão


Só pra dizer que “tou-te a amar-te”,
nem sempre escolho o melhor português...
e digo sempre “a gente vamos”.
Devia ser como no dicionário.
A Edite Estrela fica sempre bem,
e nunca diz “vocês há-dem”.
A tua língua está tão perto da minha,
mas o que digo está tão longe
do que manda o Lindley Cintra!
Só pra dizer que “tou-te a amar-te”,
sei muito bem que te embaraço,
quando digo “sim sinhora”.
Eu sou o bode respiratório
dos cidadões (prontos) que bebem áuga.
E se houverem umas sladas
que não estivestes a comer...
Vais à runião, no dia treuze,
discutir uns assuntos quaisqueres...
Tu discutistes uns assuntos quaisqueres.
A tua língua está tão perto da minha
e o que digo está tão longe
do que manda o Lindley Cintra!
E é tão difícil dizer “chouriço”,
é bem melhor dizer “chóriço”!
Por isso, esta noite, mostro as maminhas
para resolver o meu problema de expressão.
Quando as veres de perto, bem mais de perto,
até vais esquecer esta má conjugação...


Original dos ClãVersão de Gato Fedorento

Tragédias...


(...)
ÉDIPO
Eu não teria sido o matador de meu pai, nem o esposo daquela que me deu a vida! Mas... os deuses me abandonaram: fui um filho maldito, e fecundei no seio que me concebeu! Se há um mal pior que a desgraça, coube esse mal ao infeliz Édipo!
CORIFEUTeria sido razoável tua resolução, ó Édipo? Não sei dizer, na verdade, se te seria preferível a morte, a viver na cegueira.
(...)
Sófocles, Rei Édipo

Era uma vez várias vezes (22)


Era uma vez uma criatura com um aspecto muito insignificante: um ponto. A sua existência era repleta de equívocos. Uns achavam que o seu campo de acção era a costura, outros que era o humor, os mais maldosos, que ele era apenas um ponto negro…
O nosso protagonista, pelo contrário, dizia que pertencia a todos esses campos e a mais uma infinidade deles! Achava que era polivalente, e pronto (ponto!).
Uma das suas qualidades era o espírito de equipa: associava-se frequentemente a uma amiga, a vírgula, que era muito activa, mas menos determinada (e determinante!) do que ele. Os dois juntos atingiam algum equilíbrio, visto que acentuavam a característica dela e atenuavam a dele.
Tinha ainda outros amigos, havia mesmo uns que eram parecidíssimos com ele, de tal modo que se juntava a um deles e, das três uma, ou introduziam o discurso de alguém, ou apresentavam enumerações, ou explicavam coisas ditas anteriormente. Se trabalhasse com duas dessas almas gémeas, tornava-se um indeciso! Nunca acabava o que estava a dizer. Tinha que se adivinhar o resto, ou ficava-se na escuridão da ignorância!
Outro dos seus colegas era um bocado difícil de aturar, parecia parvo! Tão depressa ficava espantado com tudo e mais alguma coisa, como desatava a dar ordens. Era insuportável! Ainda por cima, tinha um ar arrogantíssimo, muito empertigado, teso que nem carapau!
Finalmente, havia um amigo que era muito engraçado, porque era muito despistado, nunca sabia nada... Passava a vida a fazer perguntas. Ao princípio até tinham pena dele, pois tinha um defeito na coluna: andava sempre curvado. Com o tempo ia-se percebendo que não era defeito, era feitio…
Nas lides da costura, o ponto era um leigo. Já ouvira falar duns primos afastados que nada tinham a ver com ele. Eles dedicavam-se aos bordados, ele à escrita. Eles tinham nomes compridos (um bocado pirosos!): ponto cruz (muito católico!), ponto de arraiolos (este era um bocado lento, alentejano, está visto!), e havia mesmo um que tinha um nome que não enganava ninguém – ponto pé-de-flor! O nosso amigo era simplesmente ponto (até pensavam que era filho de pai incógnito, já que não tinha nenhum apelido!).
Nos seus melhores dias, tinha muito humor o que levava as pessoas a dizer que ele era… um ponto!
Há uma coisa que falta dizer. O ponto tinha um grande desgosto: nas escolas eram raros os miúdos que gostavam dele; escreviam, escreviam e pontos… nada! Ainda por cima, havia também uns escritores (muito modernos!) que embirravam com ele…
Apesar de tudo, lá ia sobrevivendo, ponto aqui, ponto ali, lá ia ficando provado que a importância dele era…ponto assente. Se não fosse valorizado na escrita, pelo menos toda a gente tinha de reconhecer (sobretudo o Henrique Mendes!) que era imprescindível um ponto de encontro.
Embora o seu percurso fosse digno, havia, de vez em quando, pessoas que o espremiam sadicamente, tinham até inventado cremes para acabar com ele!
Não se importava, haveria sempre uma caneta, ou um lápis, para o criar e dar-lhe a importância que ele merecia.
Iria sempre pontuar, iria sempre marcar pontos, iria sempre ser o ponto mais alto… Até decidir ser… o ponto final.


M.A. 2001

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Uma viagem ao fundo do... tambor da máquina!

Uma "verdade" a fingir



A é querer ignorar
tudo aquilo que é verdade.
Friedrich Nietzsche

domingo, 14 de setembro de 2008

Les bourgeois...



Há uma coisa mil vezes mais perigosa do que o burguês, é o artista burguês, que foi criado para se interpor entre o público e o génio;
oculta-os mutuamente.

Charles Beaudelaire

Era uma vez várias vezes (21)

Pôs a sua melhor roupa, aquela que tinha ido comprar com a filha, a Vanessa, sempre era uma miúda nova, sempre estava dentro da moda! Sentia-se como nunca, moderna, activa, uma perfeita Marie Claire! As calças de lycra (justíssimas!) ficavam-lhe a matar, era pena ter uns pneuzitos (coisa pouca!), era pena ter, na perna esquerda, uma variz tão grossa que se notava através das calças, era pena as suas pernas já não serem como dantes e terem agora aspecto de serem dois cepos direitos e rijos, mas, enfim, até nem estava nada mal! Os sapatos, com uma aplicação metálica dourada no salto e decotados à frente, ficavam a matar com aquelas calças, era pena o joanete do pé direito que lhe deformava um pouco o sapato! De qualquer modo, a blusa, branca, rendada (tal e qual a que ela vira a uma rapariga que ia imenso à televisão cantar coisas que falavam de mulheres abandonadas e mães solteiras!) tinha comprimento suficiente para lhe tapar um pouco o rabo (que também já não era como dantes!). Sentia-se o Máximo! (sem ofensa para este!).
Ajeitou o cabelo louro, era pena que não tivesse tido tempo de ir fazer uma rançagem à cabeleireira ( a Celeste, uma moça que era um amor, até andava a ensinar a profissão à Vanessa que já lavava cabeças e punha rolos!), porque agora lhe aparecia na raiz uma lista negra (cor natural!) de cada um dos lados do seu risco ao meio que terminava na franja em cascata. Pôs o baton vermelho que guardava para ocasiões mais especiais (aquele que utilizara diariamente à hora de jantar, quando o marido tivera um desvario com a lambisgóia do 4º direito e que, segundo ela, o levara a entusiasmar-se novamente pela sua rica mulherzinha!), era pena ter-se-lhe acabado a cera depilatória, porque o buço até parecia que sobressaía, ainda mais, com o dito baton.
Estava o que se chama «uma lasca»! Se o marido a visse assim, ficava cheio de ciúmes, porque, obviamente, estava um pedaço de mau caminho, como dizem os brasileiros.
Remirou-se ao espelho, pela vigésima vez, e concluiu que era pena ter gasto o dinheiro que tinha guardado para o Wonderbra e ter acabado por comprar uma imitação barata que lhe fazia o peito ainda mais flácido e lhe punha uma mama mais acima do que a outra. Ninguém devia reparar nesses pequenos pormenores, isto era a cabeça dela já a exagerar, certamente!
Faltava o último retoque, a sombra… Era lindíssima, tinha sido a cunhada, a Luisete, que trouxera da Alemanha no último natal. A Luisete até dissera que a patroa dela, que era chiquérrima, usava um muito semelhante. Satisfeitíssima, barrou literalmente as pálpebras desde as sobrancelhas negras e espessas (como se usava!) até às pestanas com aquela pasta de um azul celeste, qual manto de Nossa Senhora…
Enfim, estava pronta para enfrentar o mundo, maravilhosa, gostosona, boazuda (como dizem os brasileiros, claro!).
Tocaram à porta, era a vizinha do 2º esquerdo, uma grande amiga! Saíram as duas, dirigiram-se para a paragem do autocarro, lá o apanharam e, gemendo todo o percurso (era hora de ponta!), lá se foram equilibrando nos saltos, nos joanetes e nos calos que insistiam em devorar-lhes os dedos mindinhos. Chegaram finalmente ao destino e, amarrotadas, espezinhadas e já um pouco fulas da vida (como dizem os brasileiros!), dirigiram-se aos estúdios da SIC. Iam assistir a um concurso, onde, além de darem prémios espectaculares (alguns no valor de dez ou mesmo vinte contos!), faziam homenagens a pessoas por boas acções que elas tivessem praticado. Entraram para um grande estúdio, aguardaram até lhe mandarem bater palmas e gritar perdidamente (elas obedeceram e gritaram como duas perdidas!) …
A apresentadora entrou, a sala levantou-se em peso; deslumbrada, a nossa amiga pairava como num sonho… Então tudo se precipitou, ouviu o seu nome, chamaram-na ao palco, virou-se para a amiga, dizendo «ah, malandra fostes tu!». No palco estava alguém que a queria homenagear: era a lambisgóia do 4º direito que queria agradecer-lhe a generosidade de lhe ter emprestado o marido todos aqueles anos e convidá-la para madrinha de uma criança que tinha tido com o marido dela…
Ela só teve tempo de dizer «Eu não estava à espera! Ai, não acredito! Não tenho palavras…» e, comovidamente, alagadas em lágrimas, as duas caíram nos braços uma da outra.

M.A. 2001

domingo, 31 de agosto de 2008

Drama? Tragédia?


Madalena (espavorida)
- Meu Deus, meu Deus!
Que se não abre a terra debaixo de meus pés?...
Que não caem estas paredes, que me não sepultam já aqui?...
Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa

sábado, 30 de agosto de 2008

Não se preocupe só com os grandes problemas



Os problemas sem importância também precisam que se preocupe com eles.
E se não tiver nenhum problema grande, preocupe-se com dois pequeninos.


(O stress gerado será idêntico.)

Rohan Candappa, O pequeno livro do stress

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

1 X 1 = 2 ?




Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema



Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
 
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
 
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

(...)

Amor é isso,

Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...

Rita Lee, Amor E Sexo

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Rir é para gente séria



A "seriedade" não costuma ser um sinal inequívoco da sabedoria, como julgam os pasmados:
a inteligência deve saber rir...

Fernando Savater, Ética para um jovem

Que pouca vergonha: anda TUDO ao mesmo!

Era uma vez várias vezes (20)

Enrolou-se melhor, tinha que mudar de posição, porque cãibralizava com a maior das facilidades. Esta coisa de estar metido em água tanto tempo era uma estopada! Se houvesse livro de reclamações (não havia espaço!), estava cheiinho de observações (im)pertinentes. Tudo começara de uma forma estranha (mais entranha do que estranha!): sentira-se minúsculo, descompleto, atravessara desenfreadamente não sabia o quê, não sabia por onde, sentira-se um perfeito girino, ainda tivera medo que o seu futuro fosse coaxar nalgum lago malcheiroso…Só descansou quando deu um valentíssimo encontrão na sua redonda metade desejada. Embora cansado, ficou mais descansado… Afinal, o destino era outro! Chegou a pensar que daria em peixe, desconfirmou-se, safa! Sair dali e ainda ir para a água outra vez!
Finalmente, a metamorfose ia-o esclarecendo, e agora estava ali um rapagão lindo de morrer! A sua indefinição sexual preocupara-o durante algum tempo, procurava, procurava, e não encontrava nada! Só recentemente se apercebera de um biquinho que nascera num sítio, apesar de tudo, bem pensado; se fosse na testa, ou por cima do umbigo, dava menos jeito!
Tinha percebido que já havia muita gente interessada nele. Tinha até estado alguém a tirar-lhe fotografias! Ficou um pouco encandeado, mas era bom sinal: havia quem se preocupasse com ele!
O que mais o desconfortabilizava era a posição, já tinha pensado: mais tarde ou mais cedo ia virar-se de cabeça para baixo, mesmo que tivesse de dar muitos pontapés…
Houve uma vez que sentiu um grande estrondo e achou que tinha caído com o saco de água (onde estava metido) e tudo. Não ganhou para o susto! Sentiu-se escorregar e pensou que ia sair do seu aconchegante esconderijo antes do que devia. Ele queixava-se, dava socos, mas, o que é certo é que não queria sair de onde estava. Tinha de se preparar primeiro, não podia sair de qualquer maneira!
O mimo subiu-lhe à cabeça (ou desceu, conforme a posição!), meteu o polegar na boca e toca de dormir, era hora do soninho…
E o que ele dormia, parecia que tinha tomado caixas de Lorenins, mas é o que se leva da vida! Quando escorregasse para o mundo, não faltaria porem-no a fazer anúncios com pais e esponjas terríveis, com cãezinhos, também inocentes, e rolos de papel higiénico sem fim. Portanto, agora é que era descansar, enquanto era tempo!
Com a alimentação não se preocupava, tudo lhe era fornecido, sem ele ter que mexer uma palha (e ainda bem, pois não faltaria quem ficasse a torcer-se de cócegas!), era entrega ao domicílio, estilo Pizza Hut, mas sem ser pizza, e sem ter de pagar a conta!
O tempo, sem ele dar por isso, passava a correr, como se estivesse na marginal. Ensombrava-se de saudades do que iria perder. Indesejava as mudanças naquela altura da sua vida, não é que tivesse mobília para transportar, mas adaptar-se a outro lar afigurava-se difícil.
Um dia sentiu que era O dia. Encheu-se de despavor, preparou-se para o grande salto. Uma torrente de água abandonou o seu saco-casa. A espaços cada vez menores, adivinhava a luz do dia. Alguém de fora gritava desesperadamente. Tinha de colaborar!
Atrasou a saída, quis olhar mais uma vez o seu tão querido abrigo. Estava triste, mas as lágrimas nodoavam-se na garganta. Os gritos do exterior aumentavam. Tinha de partir! Primeiro fez força. Depois, deixou-se ir…
Aterrou, sujíssimo (até ficou agoniado!), caindo em cheio numas mãos enormes. As mãos, cuidadosas, pegaram nele, agarraram-no pelos pés e, inesperadamente…deram-lhe uma valente palmada no rabo! Se calhar, tinha feito alguma asneira… Ficou zangado, o nó saiu, as lágrimas saltaram e berrou a plenos pulmões…
Passavam vinte segundos da meia-noite. Chamava-se Filipe. Foi o primeiro bebé do ano 2000…


M.A. 2000

domingo, 24 de agosto de 2008

sábado, 16 de agosto de 2008

Ser OUTRO constantemente!



Deus não tem unidade
como a terei eu?

 Fernando Pessoa

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Anjo Caído


Paulo Madeira
Era um anjo de Deus
Que se perdera dos céus
E terra a terra voava.
A seta que lhe acertava
Partira de arco traidor,
Porque as penas que levava
Não eram penas de amor.
O anjo caiu ferido

E se viu aos pés rendido
Do tirano caçador.
De asa morta e sem esplendor
O triste, peregrinando
Por estes vales de dor,
Andou gemendo e chorando.
Vi-o eu, anjo dos céus,

O abandonado de Deus,
Vi-o, nessa tropelia
Que o mundo chama alegria,
Vi-o a taça do prazer
Pôr ao lábio que tremia
E só lágrimas beber.
Ninguém mais na terra o via,

Era eu só que o conhecia
Eu que já não posso amar!
Quem no havia de salvar?
Eu, que numa sepultura
Me fora vivo enterrar?
Loucura! Ai, cega loucura!
Mas entre os anjos dos céus

Cantava um anjo ao seu Deus;
E remi-lo e resgatá-lo,
Daquela infâmia salvá-lo
Só força de amor podia.
Quem desse amor há-de amá-lo,
Se ninguém o conhecia?
Eu só, – e eu morto, eu descrido,

Eu tive o arrojo atrevido
De amar um anjo sem luz.
Cravei-a eu nessa cruz
Minha alma que renascia,
Que toda em sua alma pus,
E o meu ser se dividia,
Porque ela outra alma não tinha,

Outra alma senão a minha...
Tarde, ai! tarde o conheci,
Porque eu o meu ser perdi,
E ele à vida não volveu...
Mas da morte que eu morri
Também o infeliz morreu.

Almeida Garrett

sábado, 9 de agosto de 2008

Canção Desnaturada


John Clay Moreira Batista

Por que cresceste, curuminha
Assim depressa, e estabanada

Saíste maquilada dentro do meu vestido
Se fosse permitido eu revertia o tempo
Pra reviver a tempo de poder
Te ver as pernas bambas, curuminha
Batendo com a moleira
Te emporcalhando inteira
E eu te negar meu colo
Recuperar as noites, curuminha
Que atravessei em claro
Ignorar teu choro e cuidar só de mim
Deixar-te arder em febre, curuminha
Cinqüenta graus, tossir, bater o queixo
Vestir-te com desleixo
Tratar uma ama-seca
Quebrar tua boneca, curuminha
Raspar os teus cabelos
E ir te exibindo pelos botequins
Tornar azeite o leite do peito que mirraste
No chão que engatinhaste
Salpicar mil cacos de vidro
Pelo cordão perdido te recolher pra sempre
À escuridão do ventre, curuminha
De onde não deverias nunca ter saído.

Chico Buarque de Holanda

Habemus Nestum



Não seria uma frase muito mais
publicitário-apelativa?
E com muitas potencialidades e diversidades...



 Primeiro, a fumarada branca (racista!) que anuncia o "Habemos Papam" ou é sinal que os cardeais são todos uns fora-da-lei e que fumam que se desunham... ou que ligaram os motores dos carros todos ao mesmo tempo, tentando fazer um suicídio colectivo (razões não lhes faltam como os terríveis dilemas do que vestir: a casula cerise com filas de botões forrados e a mitra em tons de dourado? Ou, porque não, a batina branca nacarada, a fazer "pendant" com os pequenos botõezinhos dourados dos sapatos, igualmente em tons de pérola e com o chapelinho redondo sem abas? Bem, o que vale é que há sempre aquela túnica em tons de malva toda apanhada atrás e que favorece imenso o torneado das ancas e a forma arredondada do rabo).

A reformulação de "Habemos Papam" para "Habemos Nestum" traria a simples e, ao mesmo tempo, vantajosa possibilidade de alargar o leque de escolha, sendo, enfim, o Vaticano um estado aberto e pluralista como o Cristo Senhor Nosso manda...
 
Nestum com Figo - quem não daria o coiro e o cabelo para comer este tipo de Nestum que tantas alegrias tem dado ao futebol do nosso país (e dos outros todos!)?

Nestum com Mel - mesmo que esta variedade tenha uma "Arma mortífera", vale sempre a pena começar o pequeno almoço com Mel (Gibson) e acabá-lo com um "Brave Heart".


Para terminar esta proposta rentável para o vaticano:


Nestum com Cacau - Vantajoso para o clero, em geral, porque, com tanta exposição, os seus elementos não teriam tempo para se dedicar a pensamentos libidinosos... mesmo assim, se a tentação continuasse, bastava verem e ouvirem o senhor do cacau (Joe Berardo) e perderiam logo a vontade de todo e qualquer desejo menos puro. Assim seja!

Nota final: Não é de estranhar que nos dois primeiros casos (Nestum com Figo e Nestum com Mel) se formassem filas enormes, ou melhor: bichas. E era vê-las: bichas de mulheres e bichas de bichas... Sucesso garantido!

Quem quer saber de um velhinho cujas condições necessárias para ocupar a mais alta hierarquia da Igreja são o facto de não falar nenhuma língua de forma a que se perceba e ter Alzheimer em estado avançado?



M.A 2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Frase da semana


Fazer das orelhas marcadores...
M.A. 2008

Nós, os outros e as limitações...



Reconheça as suas limitações.
Depois, ignore-as.
Reconheça as limitações dos outros.
Depois, atire-lhas à cara.
Rohan Candappa, O pequeno livro do stress

TODOS OS NOMES (são santos!)



Há cada contradição
que dá cabo dos sentidos:
na família, há religião
aos montes nos apelidos!

Não bastava Cruz e Santos,
agora Pedro, Simão
e p’ra maior dos espantos
são da 5ª geração.

Uma Jesus, em cada lado,
representou Cristo bondoso.
Alguém encontrou amado
Santiago em Trancoso.

Os anjos p’ra anunciação
são Miguel e Gabriel.
Os José para adopção...
Cada um no seu papel!

Mantendo a oposição
e tendo um lado Guerreiro,
foi quase uma salvação
ter o outro Cavalheiro...

As Maria é contar,
os João fazem a festa,
mas, para mais espantar,
em vez de Greta, há uma
Fresta!


Há um nome bem porreiro
ligado ao matrimónio,
dele é santo padroeiro,
parte bilhas, o António!


P'ra completar o encanto,
veio do Porto pequenito
e, não sendo nenhum santo,
tem um nome bem Bonito.

Com tanto nome sagrado,
não sei se é bom indício
para mim ficar guardado
o santo nome: Maurício.
 
M.A. 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O medo do vazio


Sófocles, Antígona


O puto do chapadão*


Carlos Almeida
a este moto seu:
Venceu-me Amor, não o nego;
tem mais força qu'eu assaz;
que,como é cego e rapaz
dá-me porrada de cego!
Volta
Só porque é rapaz ruim,
dei-lhe um bofete, zombando;
diz-me: - Ó mau, estais-me dando
porque sois maior que mim?
Pois se vos eu descarrego...
Em dizendo isto, chaz!
Torna-m'outra. Tá! rapaz,
que dás porrada de cego!
Luís de Camões
*Título de M.A. 2008

Era uma vez várias vezes (19)

Desrealiza constante mente, frequente mente, compulsiva mente. Mente com quantos dentes não tem na boca (desistiu de uma prótese lindíssima!). Um hábito ou uma defesa… Para ela, a vida não é, foi… Os seus pés estão no ontem, caminhando sobre as pegadas que deixara anterior mente. Não gosta de presente, nem mesmo no dia do seu aniversário (diz ela!).
Mesmo quando é sincera mente.
Os seus dias são vividos recuados mente, nota-se isso nela a vários níveis:
no vestuário é antiga mente, nas ideias é tradicional mente. É claro que é o contrário disto tudo, porque é mentirosa, natural mente!
Amorosa mente sempre que tem namorado, ama-o violenta mente, suga-lhe a alma apaixonada mente, larga-o indiferente mente…
Não gosta de si própria mente por essa razão, não quer enfrentar a sua mente perversa e incansável mente.
O passado para ela é hoje, actualiza a infância, porque aí se sentia feliz mente! Tudo o que dela faz parte é duvidoso, é falso, é enganoso, pois ela ludibriosa mente.
Quando conta histórias, todos a ouvem embevecidamente (desta vez, sem espaço, visto o sujeito não ser ela!), conta-as, sem escrúpulos, mentindo e muito consciente mente. E mente sem ninguém lhe levar a mal, já que encantadora mente conta histórias de encantar…
É essa a sua razão de viver: translada o passado inventado fiel e rigorosa mente! Por isso, rejeita o presente e também, muitas vezes, o indicativo (acções reais não são com ela!). Prefere pretéritos, sejam eles perfeitos, imperfeitos ou mais-que-perfeitos. Para ela, o presente e o futuro é que são invariável mente imperfeitos! O conjuntivo agrada-lhe, (o desejo não lhe é estranho!), o condicional é útil (mesmo condicional mente!)…
A nossa contadora de histórias tem a noção de quanto é importante o seu papel, sabe que o «sonho comanda a vida», sabe que a vida não é nenhum sonho (talvez mais um pesadelo!)…
Entusiasmada mente enquanto conta, conta enquanto mente. Prefere o verbo, rejeita o sufixo (por isso mente e não –mente!). E assim, mente sempre, em todas as ocasiões, em todas as situações, em todas as disposições: aflita mente, nervosa mente, desesperada mente, enamorada mente, feliz mente… incontrolavelmente!
Se alguém lhe pergunta quando é que ela vai deixar de mentir, ela responde que… breve mente…

M.A. 2000

domingo, 3 de agosto de 2008

At first, I was afraid, I was petrified *...



Ai, Gui(lherme), sobrevive!
[versão portuguesa de I Will(iam) survive de Gloria Gaynor]
*pedrado (Eh, eh!)

M.A. 2008

Ai, Nossa Senhora, o texto tem graça, mas alguém diz isto a sério? Valha-me Deus!


Nuno Freire

Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós e em prova da minha devoção para convosco Vos consagro neste dia, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser; e porque assim sou todo Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa. Lembrai-Vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa, guardai-me e defendei-me como coisa própria Vossa.
Amen.

Credo! Se eu fizesse mesmo isto, estava cego, surdo, mudo e já tinha um transplante cardíaco!!!!!

Volta Dr. Barnard, estás perdoado!

Dedicado à minha maninha que vai gostar tanto! (Eh! Eh!)...
Se for esta a minha última "postagem" no blogue, é porque levei um tiro....

M.A. 2008

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O calor dilata... os porcos!


Isto é que é a TEORIA DO EVOLUCIONISMO?
Mal sabia Darwin no que ia dar...

terça-feira, 29 de julho de 2008

O agente Fonseca


Quem foi a parva que fez isto?


Gato Fedorento, 2007

segunda-feira, 28 de julho de 2008