sexta-feira, 18 de abril de 2008

O saber: dou-to (douto?)!


Depois de um não saber, encontrou o que procurava: o saber que não sabia. Cheio de ignorância, finalmente percebeu que o inútil estava escrito, o essencial nem sonhado...
Atirou-se (sem saber que não conhecia já tudo o que aprendera) num processo doloroso – o de conhecer o não saber. Pouco a pouco, passo a passo, encontrou o desconhecimento e, sem saber novamente, soube o que não soubera. E assim, com mil desprezos foi tratado cegamente de nulo, ignorante, néscio (ou de louco, simplesmente) por continuar, decidido, a desaprender para sempre.

M.A. 1999

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